Com o avanço tecnológico e científico, muitas coisas mudaram em nossa sociedade, principalmente o comportamento das pessoas. Dessa forma, entende-se que as esferas sociais, econômicas e culturais também sofreram alguma mudança, certo?!
É, a resposta deveria ser sim, mas a realidade é outra, por exemplo, as práticas educacionais, o que mudou de verdade? Na verdade, tivemos melhoras significativas, desde o maior índice de educandos alfabetizados, o retorno à escola (Educação de Jovens e Adultos), e até a evasão escolar diminuiu, mas mudança no sistema educacional, nunca aconteceu, o que é primordial para o desenvolvimento de um país emergente como o Brasil.
O fato, é que uma reforma na educação já é utopia, mas se pensarmos em trabalhar com o que realmente já temos e partir daí para um trabalho efetivo, e não mais aquela conversa mansa, suave e que nos remete ao romantismo pedagógico, poderíamos sim, mudar.
Um exemplo, a divisão das disciplinas nas grades curriculares, não sou extremista em dizer que está errado, pois se muitos da minha geração e gerações antecessoras formaram-se aprendendo desse modo, não julgo como errado, mas também não concordo com a estagnação, pois o sistema educacional tem que evoluir juntamente com as outras esferas, nesse sentido, compreendo o valor da interdisciplinaridade, pois estabelece uma intercomunicação entre as diferentes disciplinas, juntamente com a transversalidade, que procura aprender sobre a realidade e se dedica também aos problemas sociais vinculados ao dia a dia da comunidade, dessa forma, a uma total interação entre as disciplinas, resgatando temas reais, evitando a fragmentação e ampliando a visão.
Esta é uma maneira real de começar, sem grandes custos ao sistema. Atualmente a necessidade de formar cidadãos éticos e comprometidos com sua realidade, é urgente. Não podemos mais ensinar só os conteúdos programáticos, e sim, instigar o aluno, levá-lo a compreensão de que exerce uma função como sujeito transformador, sendo seu papel fundamental para construção de uma sociedade mais crítica e desenvolvida.
Carla Melo